
Smart Health Subcluster promoveu visita presencial ao IPCA dedicada à inovação em saúde e inteligência artificial

08 Maio 2026
No passado dia 6 de maio, a rede Smart Health Subcluster, iniciativa informal dinamizada pelo Health Cluster Portugal, promoveu uma visita presencial ao Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA), em Barcelos.
A iniciativa reuniu entidades do ecossistema da saúde, das tecnologias médicas e da saúde digital, com o objetivo de promover o networking entre os participantes, estimular a partilha de conhecimento e potenciar o estabelecimento de novas colaborações.
A sessão de abertura contou com a presença da Presidente do IPCA, Alexandra Malheiro, e do do Diretor de centro de investigação 2Ai e Vice-Presidente para a Investigação e Inovação João Vilaça, tendo sido realizada no novo complexo B-CRIC, Barcelos Collaborative Research and Innovation Center.
Localizado nos terrenos adjacentes ao atual campus do IPCA, na Quinta do Patarro, em Barcelos, o B-CRIC encontra-se em fase final de construção e será finalizado nos próximos meses. Esta nova infraestrutura integra três centros de investigação, a segunda residência da instituição, com 133 camas, e um auditório com 500 lugares, reforçando a capacidade do IPCA para acolher atividades de investigação, inovação, colaboração científica, transferência de conhecimento e ligação ao tecido empresarial.
O evento incluiu ainda uma visita ao 2Ai, Applied Artificial Intelligence Laboratory, laboratório integrado na Escola Superior de Tecnologia do IPCA, onde foram demonstradas várias tecnologias em desenvolvimento no âmbito de projetos de investigação e desenvolvimento aplicados à saúde. O 2Ai reúne competências em áreas como inteligência artificial, visão por computador, robótica, ambientes imersivos, interfaces humano-IA e análise avançada de dados, com aplicação em contextos clínicos, industriais e sociais.
Na área da robótica médica e navegação cirúrgica, foi apresentado o LaserNAVI, uma solução que integra robótica colaborativa e inteligência artificial para apoiar tratamentos laser personalizados de lesões vasculares, desde o planeamento até ao acompanhamento do paciente. Foram também demonstrados projetos dedicados ao desenvolvimento de novos dispositivos e instrumentos para navegação e cirurgia guiada por imagem, incluindo modelos anatómicos para treino e planeamento de procedimentos minimamente invasivos, como o acesso renal percutâneo guiado por imagem.
No domínio das intervenções personalizadas e apoio à decisão clínica, destacou-se o OncoNAVIGATOR, um sistema inteligente para navegação e mapeamento de intervenções oncológicas, que combina imagem médica em tempo real, rastreamento magnético e robótica colaborativa, com o objetivo de aumentar a precisão e segurança de procedimentos associados ao cancro da mama.
Foram ainda apresentadas soluções orientadas para a personalização e acompanhamento terapêutico, como o SmartOrthosis, focado no desenvolvimento de uma ortótese craniana inteligente e personalizada para a correção de plagiocefalia deformacional, com base em modelos 3D e monitorização contínua do tratamento; o CoSMO PRP, que procura otimizar e padronizar terapias com plasma rico em plaquetas através de inteligência artificial, ajustando o processo às características específicas de cada paciente; e o TherapEase, uma plataforma de telereabilitação baseada em inteligência artificial e visão computacional, orientada para facilitar o acompanhamento remoto de terapias físicas e cognitivas.
A visita incluiu também a apresentação de projetos desenvolvidos no âmbito da agenda Health from Portugal, nomeadamente sensores urológicos com ligação sem fios para monitorização da pressão intraurinária, desenvolvimento de jogos sérios para literacia em saúde auditiva, dispositivos de monitorização física e recuperação remota com recurso a gamificação, e plataformas para monitorização de rotinas e atividade de pessoas idosas com demência.
A sessão terminou com uma apresentação da rede Smart Health Subcluster, durante a qual foi feito um ponto de situação sobre as atividades planeadas para 2026 e foram partilhadas oportunidades de financiamento e colaboração. Este momento permitiu reforçar o papel da rede enquanto espaço de proximidade entre entidades com atividade relevante nas áreas das tecnologias médicas e da saúde digital.